13 DE AGOSTO DE 1971 – CRIAÇÃO DO PROJETO INTEGRADO DE COLONIZAÇÃO SIDNEY GIRÃO

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Em 13 de agosto de 1971, foi criado na região que ainda pertencia ao município de Guajará-Mirim (depois absorvida pelo município de Nova Mamoré) o Projeto Integrado de Colonização Sidney Girão.  Financiado com recursos do Programa de Integração Nacional – PIN.

O objetivo inicial do projeto era expedir título definitivo de 1.500 lotes de 100 hectares para famílias de pequenos produtores; o INCRA só conseguiu assentar 638 famílias. Esse fato se deu em decorrência da demarcação das parcelas serem interditadas pela Fundação Nacional do índio – FUNAI, pois o projeto estava no centro de três reservas indígenas: Área Indígena Ribeirão e Área Indígena Lage (Pacaás-Novos) e a Área Indígena Karipuna.

O Projeto Sidney Girão era o único assentamento fora do eixo da BR- 364 e localizado na faixa de fronteira com a Bolívia. A maioria das famílias assentadas era oriundas dos estados da região do Nordeste do Brasil (50,5%), seguida da região sudeste (38,4%).

O projeto foi batizado em homenagem ao piloto de helicóptero Sidney Girão, que morreu em um acidente aéreo. Após concluir o assentamento do Ouro Preto no eixo da BR-364, Sidney Girão viajou ao Rio de Janeiro para fazer a manutenção da aeronave, em seu retorno para Rondônia, o helicóptero sofreu uma pane e caiu na região do Estado do Mato Grosso.

O Projeto Integrado de Colonização Sidney Girão abrange as Linhas K, próximo ao Igarapé Ribeirão, Linha G e seu eixo principal, Linha D, com início na BR-425, abrangendo terras até à Linha 25. A partir desta Linha, as novas áreas de assentamentos passaram  a ser denominadas,  Gleba Capitão Sílvio.

A construção da BR-425, a instalação do Projeto Integrado de Colonização Sidney Girão e a desativação da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, esses três fatores que ocorreram quase simultaneamente no início da década de 1970, são historicamente reconhecidos como determinantes para a origem do município de Nova Mamoré.

Autor: Simon O. dos Santos – Escritor

Foto: Redes Socais

Obs: Com informações do livro “ Mata Virgem, Terra Prostituta” – Januário Amaral.

 

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