NOVA MAMORÉ ANOITECEU DE LUTO – Por Simon O. dos Santos

Compartilhar:


Nova Mamoré anoiteceu de luto. Perdemos o nosso querido amigo, filho, irmão, esposo e pai para a Covid-19.  Adalberto da Silva Clímaco, o “Beto Clímaco”, nascido em Vila Murtinho em 10 de abril de 1965, era filho do ilustre e saudoso João Francisco Clímaco e da nobre professora Maria Luíza da Silva Clímaco, e Irmão da Sônia, do João, Walter, Mauro, Marcio, Humberto e Sílvio.


O Beto deixa a esposa Lusimar   Barbosa Clímaco e as filhas Letícia Barbosa Clímaco (21 anos), Júlia Barbosa Clímaco (20 anos) e os filhos Alan Barbosa Clímaco (12 anos) e o pequeno Davi Barbosa Clímaco, de apenas cinco anos de idade.  Sua partida aos 55 anos de idade deixa um vazio no coração dos familiares, amigos, colegas de trabalho e entristece a todos nós, novamamorenses que corajosamente lutamos contra a disseminação desta pandemia em nosso município.


Ex-atleta de Atletismo, Beto Clímaco deteve o recorde estadual dos 400 metros  por muitos anos,  inclusive participou na década de 1980 dos jogos escolares em Curitiba, onde correu ao lado do campeão olímpico Joaquim Cruz. Mas, foi em outra modalidade que o nosso atleta se destacou, como professor, colaborador e técnico, ensinando aos filhos e muitos alunos de Nova Mamoré, a nobreza e a arte do jogo de Xadrez. Em 2013, alguns de seus atletas foram campeões estaduais nas categorias infantil e no juvenil, indo inclusive, representar Rondônia em várias competições em outros estados da federação brasileira.


Assim como seu pai, Beto Clímaco trabalhou honrosamente desde 2005 na polícia civil de  Nova Mamoré. Este valente guerreiro que nasceu ouvindo o apito do trem na imponente Vila Murtinho, cresceu brincando nos trilhos da ferrovia, pescando bagre nas águas do Rio Madeira e ouvindo o badalar do sino da Igreja de Santa Terezinha, nos deixou na tarde deste 21 de maio, após ficar onze dias na UTI (Unimed) em Porto Velho, lutando bravamente contra este mal que nos espreita diuturnamente.


O filho ilustre do “Berço do Madeira”, para nossa tristeza, não está mais entre nós. Correndo agora em outras dimensões e jogando xadrez com os anjos, Beto Clímaco nos deixa uma mensagem, ‘Fiquem em casa, queridos novamamorenses”. Vá em paz, valente guerreiro!


Autor: Simon O. dos Santos – “ Amazônida, filho da ferrovia”.

Nenhum comentário